Na segunda-feira (21/9), um homem de 32 anos foi detido em seu domicílio no Riacho Fundo II (DF), sob a suspeita de ter desviado recursos da conta bancária de sua sogra, idosa de 68 anos, durante o acompanhamento de uma cirurgia, quando teve acesso ao celular da vítima.
Apuração e Dinâmica do Crime
A investigação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Pessoa Idosa (Decrin), teve início após denúncia da Secretaria da Saúde, que constatou a movimentação irregular na conta da vítima durante visita técnica, identificando seu genro como principal suspeito. De acordo com os registros periciais, o indivíduo teria aproveitado a confiança depositada pela idosa ao deixá-lo cuidar do aparelho celular durante o procedimento cirúrgico, utilizando-o para acessar contas bancárias e efetuar transferências indevidas.
Antecedentes revelam que a vítima já possuía mandado de prisão civil em aberto por inadimplência de pensão alimentícia, enquanto o suspeito, já remunerado pela própria sogra para atuar como cuidador durante a cirurgia, incorreu na prática de furto mediante fraude eletrônica e estelionato majorado, delitos previstos no Código Penal que agravam as penas em razão da condição de vulnerabilidade da vítima.
O valor desviado não foi divulgado, mas a utilização do celular da vítima para invadir sua conta configurou crime cibernético com prejuízo financeiro grave.
Repercussão Legal e Desdobramentos
A Decrin acionou a perícia criminalística para analisar o dispositivo apreendido, que será submetido a exame forense rigoroso para comprovar o acesso não autorizado às contas da vítima, enquanto o Ministério Público deve formalizar a denúncia com base nos crimes de estelionato majorado e furto eletrônico.
A Justiça deve aguardar a apreensão definitiva dos bens obtidos e aguarda o trâmite processual para apreensão do veículo e bens relacionados ao crime, com possibilidade de prorrogação da prisão preventiva caso haja risco à integridade da vítima ou à continuidade das atividades ilícitas.



