Em 2026, o Education Monitor da Ipsos revela que apenas 30% dos brasileiros consideram o Brasil seguro para os jovens, 18 pontos percentuais abaixo da média global de 48%, colocando o país entre os menores índices de percepção de segurança entre os jovens em 31 nações analisadas.
Contexto Institucional e Evidências da Percepção de Segurança
A pesquisa, conduzida entre 19 de junho e 3 de julho de 2026 com amostra de 23.537 adultos em 31 países, demonstra que a percepção de insegurança entre os jovens no Brasil está profundamente enraizada, com índices inferiores aos registrados em Peru (30%), África do Sul (29%) e França (28%), enquanto se destacam-se por contraste os percentuais superiores observados em Singapura (83%), Malásia (75%) e Nova Zelândia (68%).
Antecedentes históricos e análises setoriais indicam que a segurança dos jovens é um tema central nas políticas públicas, especialmente diante do crescente debate sobre proteção digital e limites à exposição precoce a tecnologias digitais, fatores que têm impulsionado iniciativas legislativas e mobilização social para redefinir parâmetros de convivência e proteção.
Apenas 30% dos brasileiros consideram o país seguro para os jovens, sendo o segundo pior índice entre as nações analisadas.
Repercussão Jurídica e Mobilização Social
O dado acende o alarmes em âmbito institucional, já que a Procuradoria-Geral da República tem sinalizado a necessidade de políticas públicas mais robustas para proteger menores, enquanto o Instituto Sou da Paz, por meio de pesquisa realizada em novembro de 2025 com 1.115 entrevistas presenciais em 40 municípios, revela que apenas 47% dos brasileiros se sentem seguros em seus bairros, reforçando a urgência do debate.
Especialistas apontam que a combinação de vulnerabilidade social, desigualdade territorial e exposição precoce ao ambiente digital exige respostas integradas, com destaque para a recente proposta de proibição do uso de redes sociais por menores de 14 anos, apoiada por 67% da população conforme o levantamento da Ipsos.



