Na última segunda-feira (31/8), o juiz da 17ª Vara Cível do Distrito Federal decretou a expulsão de Vinícius de O liveira Scucato, 51 anos, e seu filho João Vitor Mendes Scucato, 21 anos, após processo civil movido pela assembleia do Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), onde os acusados mantinham atividades irregulares de violência doméstica, maus-tratos a animais, assédio sexual e operação clandestina de ferro-velho e canil em suas residências.
Contexto Institucional e Histórico das Infrações
O juiz destacou histórico de mais de uma década de infrações administrativas, civis e criminais que desrespeitaram a convivência condominial, com multas aplicadas pelo condomínio que atingiram até 10 vezes a taxa mensal, além de condenações judiciais prévias que não contiveram o comportamento agressivo dos réus. As denúncias incluíram agressões com facão e correntes de ferro, asfixia de vizinho, tentativa de atropelamento de funcionários, arremesso de pedras e ameaças verbais a moradores, além de crime sexual contra menor.
Além disso, investigações policiais revelaram a manutenção irregular de um canil com 81 cães desnutridos resgatados em 2015, criação clandestina de aves em condições insalubres na Quadra 2 e funcionamento de oficina e ferro-velho irregular desde 2010, configurando violações sanitárias e ambientais graves.
Mais de 81 cães desnutridos foram resgatados em operação policial em 2015 por maus-tratos e exploração comercial.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
O Poder Judiciário reforçou a gravidade das infrações ao aplicar medidas coercitivas que incluem proibição de aproximação a vizinhos e monitoramento contínuo das atividades dos acusados no condomínio.
Especialistas apontam que o caso evidencia falhas na fiscalização condominial e na proteção às vítimas, com risco de reincidência caso não sejam implementadas políticas eficazes de controle e responsabilização.



