Na manhã de sexta-feira (25/9), o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou, em publicação nas redes sociais, a defesa das tradições religiosas brasileiras perante alegações infundadas de que Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, articularia a retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora Aparecida, fato esse negado categoricamente pelo parlamentar.
Contexto Histórico e Antecedentes Legislativos da Polêmica
A apuração da reportagem constatou que a controvérsia surgiu após a circulação de notícias nas redes sociais na quinta-feira (24/9), segundo as quais Flávio Bolsonaro teria proposto uma alteração legislativa para desvincular Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil, movimento este supostamente respaldado por setores evangélicos próximos ao senador.
O plano ventilado encontra respaldo no Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli em 2007, que visava substituir o termo 'Padroeira do Brasil' por 'Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos' e foi formalmente rejeitado e arquivado em agosto de 2008, não tendo avançado em tramitação legislativa desde então.
A proposta de 2007 previa a alteração do título religioso de Nossa Senhora Aparecida para 'Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos', mas foi arquivada e não tramita atualmente no Congresso Nacional.
Repercussão O ficiais e Cenários Futuro
Em resposta às especulações, Alckmin destacou que, enquanto Lula e ele ocuparem os cargos executivos, as tradições católicas serão protegidas, citando preocupações recebidas de católicos em todo o país e reafirmando o respeito do governo à pluralidade religiosa.
Flávio Bolsonaro reiterou, em declaração pública de quinta-feira (24/9) gravada em Minas Gerais, que não existe projeto em curso para modificar o estatuto religioso de Nossa Senhora Aparecida, classificando as alegações como 'uma grande mentira' e acusando o PT de instrumentalizar o tema para fins políticos.



