Na delicada reta final da campanha eleitoral de 2022, o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) debate internamente a possibilidade de ampliar o bloqueio a canais do WhatsApp com mais de 200 mil inscritos nas 48 horas que antecedem o segundo turno da eleição, medida que dividiu os ministros do tribunal e ameaça comprometer a transparência do pleito.
Debate Estratégico e Jurídico sobre o Controle de Canais Digitais
A discussão, que já foi abordada em pelo menos duas sessões na última semana, ganhou novo fôlego nesta terça-feira, quando ministros analisaram proposta de minuta elaborada por André Mendonça, vice-presidente do TSE, que prevê o bloqueio total de grupos no aplicativo com mais de 200 mil usuários.
O plano, se aprovado, atingiria diretamente o canal Exército do Lula, com 7 milhões de inscritos, criado pelo deputado federal André Janones (PT-MG), que tem sido alvo de críticas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao mesmo tempo em que reforça o discurso de preservação da integridade eleitoral nos momentos críticos do voto.
O canal Exército do Lula, com 7 milhões de inscritos, está sob mira do TSE por possíveis violações das regras de propaganda eleitoral
Repercussão Política e Desafios O peracionais
O gabinete de Mendonça destacou que a iniciativa decorre de um esforço conjunto para resguardar a lisidade do processo eleitoral nas horas próximas ao voto, quando não há tempo hábil para réplicas ou correções.
Enquanto isso, a campanha de Lula condenou a proposta como inconstitucional e ameaçou adotar medidas legais para impedir qualquer alteração unilateral das regras eleitorais nos dias decisivos.



