O vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou, em evento do BTG Pactual em São Paulo, que o tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil é 'injusto', mas asseverou que o país não abandonará a mesa de negociações, ressaltando a disposição de avançar em diálogo direto com Washington após retomada das conversas bilaterais prevista para 31 de agosto.
Contexto Institucional e Histórico da Retomada Negociatória
A retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos, prevista para a manhã de segunda-feira (31/8) com reunião marcada às 14h30, ocorre após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump realizado há duas semanas, no qual ambos concordaram em reabrir os debates sobre as sobretaxas, suspensas desde julho.
Alckmin destacou que o Brasil abriga cerca de 4 mil empresas americanas e que os EUA mantêm superávit comercial apenas com três países do G20 — Brasil, Reino Unido e Austrália — argumentando que a imposição tarifária é infundada e desproporcional, em especial porque o maior parceiro comercial brasileiro é a China, enquanto os norte-americanos adquirem produtos manufaturados de maior valor agregado e investem intensamente no país.
O Brasil abriga quase 4 mil empresas americanas, enquanto os EUA detêm superávit comercial apenas com três países do G20: Brasil, Reino Unido e Austrália.
Repercussão Jurídica e Estratégica da Disputa Tarifária
Alckmin reiterou que não há tema proibido na pauta negociável, defendendo que todas as questões tarifárias e não tarifárias devem ser contempladas para alcançar um acordo equilibrado, em contraposição às críticas internas que apontam para possíveis rupturas comerciais.
O ministro da Economia, Fernando Haddad, e o representante comercial brasileiro devem encabeçar os esforços para garantir que as negociações não se limitem a ajustes pontuais, mas sim à reestruturação de relações estratégicas duradouras entre as economias americana e brasileira.



