Dois dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter defendido, em comício em Belém, a necessidade de avaliação conjunta das direções partidárias para definir as candidaturas ao Senado no Pará entre Helder Barbalho, Chicão e Celso Sabino, a Executiva Estadual do PT firmou publicamente sua preferência pela chapa majoritária composta por Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil), descartando a candidatura de Celso Sabino (PDT).
Contexto Institucional e Decisão Partidária
A orientação da Executiva Estadual do PT no Pará, divulgada na quarta-feira (30), reforça o compromisso com a unidade do partido na reta final das eleições, apesar da divergência de entendimentos gerada pela manifestação presidencial durante o comício na Praça da República, onde Lula declarou apoio explícito à candidatura de Celso Sabino ao lado de Helder Barbalho e Chicão, todos concorrendo às duas vagas disponíveis para o Estado no Senado Federal.
A decisão partidária, formalizada por meio de nota oficial, prioriza a consolidação da chapa majoritária que já havia sido pré-definida com Hana Ghassan e Dirceu Ten Caten para a disputa pelo Governo do Estado, bem como Helder Barbalho e Chicão para o Senado, sinalizando uma estratégia de alinhamento tático com as lideranças regionais e com a agenda eleitoral do partido nos próximos dias.
A Executiva Estadual do PT reafirmou apoio exclusivo à chapa de Helder Barbalho e Chicão para o Senado, ignorando a candidatura individual de Celso Sabino defendida por Lula em seu comício em Belém.
Repercussão Política e Desafios Eleitorais
A posição do PT Pará contrasta com a orientação individual de Lula, que sinalizou preferência por Celso Sabino durante o comício realizado na segunda-feira (28), gerando tensão entre a direção estadual e as diretrizes nacionais do partido, além de abrir espaço para críticas sobre a fragmentação do eleitorado petista em um cenário de polarização acirrada.
Com o calendário eleitoral comprimido, a mobilização intensificada prevista na nota oficial busca garantir que os eleitores tenham clareza sobre as candidaturas apoiadas pelo partido, enquanto especialistas apontam que a ausência de consenso interno pode refletir em efeitos colaterais no desempenho da legenda nas urnas federais e estaduais.


