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Polícia

Laudo confirma participação de terceiro na morte de policial militar Gisele Alves Santana

PorIsabela ThurmannVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 20:36
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Laudo confirma participação de terceiro na morte de policial militar Gisele Alves Santana
Fatos Rápidos da Notícia
  • O laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil paulista concluiu que a PM Gisele Alves Santana não cometeu suicídio e apontou participação de uma segunda pessoa na morte
  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, está preso e acusado de feminicídio e fraude processual por ter forjado a cena do crime
  • O Conselho de Justificação da Segurança Pública de São Paulo instaurou processo administrativo para avaliar a demissão do coronel, com decisão submetida ao Tribunal de Justiça Militar e possível sanção do governador Tarcísio de Freitas
Resumo Editorial

Laudo pericial exclui suicídio e aponta participação de terceiro, reforçando acusação de feminicídio contra o marido da vítima policial.

O laudo pericial do Instituto de Criminalística da Polícia Civil paulista, anexado ao processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, publicada na sexta‑feira (2/10), concluiu que a vítima não cometeu suicídio e identificou a participação de uma segunda pessoa no homicídio, enquanto o tenente‑coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu marido e oficial da PM, permanece preso sob acusação de feminicídio e fraude processual.

Contexto Institucional e Procedimento Pericial

O documento, elaborado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, reforça a impossibilidade técnica da própria vítima de realizar o ato autolesão, considerando a altura do arma (aproximadamente dois metros) estar fora do alcance da vítima, de 1,65 m, além da impossibilidade de observação da cena por parte do marido a partir do banheiro.

A análise das evidências periciais descartou a versão inicial de suicídio e apontou indícios concretos de envolvimento de terceiro agente, sustentando a necessidade de reavaliação das circunstâncias por parte das instâncias policiais e judiciais competentes.

Ponto de Destaque

A perícia demonstrou que a arma estava localizada em um guarda‑roupa a cerca de dois metros de altura, inacessível à vítima de 1,65 m.

Repercussão Administrativa e Desdobramentos Jurídicos

O Conselho de Justificação da Segurança Pública de São Paulo instaurou processo administrativo para avaliar a conduta do coronel, com decisão que depende da aprovação do Tribunal de Justiça Militar e pode culminar em sua demissão ou sanção pelo governador Tarcísio de Freitas.

Após a prisão e a transferência para a reserva da corporação, o militar dispõe de 30 anos de carreira e poderá requerer aposentadoria por tempo de serviço, enquanto o caso sigue sob investigação criminal e administrativa.

Atenção / Ponto Crítico
A decisão administrativa sobre a demissão do coronel será submetida ao Tribunal Militar; se confirmada, o governador Tarcísio de Freitas terá autoridade para aplicar sanções disciplinares ao oficial.

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