Na sexta-feira (2/10), a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante uma advogada, identificada como curadora judicial da idosa pensionista de 90 anos que faleceu em 2019, sob a suspeita de desviar patrimônio da vítima durante seu exercício da função fiduciária na Ilha do Governador, Zona Norte fluminense.
Contexto Institucional e Procedimentos Apuratórios
A investigação foi conduzida pela 37ª Delegacia de Polícia, com apoio da O rdem dos Advogados do Brasil (O AB/RJ), e constatou que a acusada, por meio de saques irregulares, transferências bancárias e aquisição de bens entre 2019 e 2024, teria fraudado o sistema previdenciário ao continuar manipulando contas sob a tutela judicial após o falecimento da titular.
O mandado de busca e apreensão, cumprido na residência da profissional no bairro do Cacuia, resultou na apreensão de documentos essenciais à apuração — certidão de óbito, carteira de identidade original da vítima e objetos de valor como relógios e talheres banhados a ouro — além da localização do celular escondido no ralo do banheiro para obstruir a perícia digital.
A advogada responde por 12 crimes de apropriação de rendimentos de pessoa idosa, dois furtos qualificados mediante fraude e duas falsidades ideológicas, somados à autuação por ocultação de documento.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuros
A Justiça já havia determinado o afastamento da advogada do cargo de curadora em 2019, mas as investigações revelaram que ela continuou a movimentar valores sem autorização judicial, configurando abuso de confiança institucional.
Fontes da O AB/RJ apontam que a defesa alegará irregularidades processuais, enquanto a Procuradoria-Geral da República deve ampliar as acusações para crimes contra o patrimônio público e privado nos próximos dias.



