Com a abertura do calendário eleitoral de 2026 se aproximando, o Paraná – colégio eleitoral de destaque nacional com mais de 8,6 milhões de eleitores – consolida a presença de oito candidatos ao governo do estado, entre partidos tradicionais e siglas emergentes, num cenário que promete ampliar o debate sobre desenvolvimento regional, segurança pública e governança. A disputa pelo Palácio Iguaçu está marcada para 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos.
Contexto Eleitoral e Configuração dos Candidatos
A apuração oficial realizada pela Justiça Eleitoral confirma que oito chapas concorrem ao executivo paranaense nas eleições de 2026, refletindo a pluralidade política do estado e a entrada de novos atores em um pleito historicamente dominado por partidos de base ampla. Adriano Texeira (PCO), mecânico funileiro de 39 anos natural de Nova O límpia, torna-se o primeiro candidato ao governo filiado ao Partido Comunista dos Trabalhadores em cerca de três anos, com Zé Carlos como vice. Alexandre Salomão (Mobiliza), advogado criminalista de 55 anos licenciado em Curitiba, apresenta candidatura inaugural à presidência estadual, com Daiana Criminacio como vice. Luiz França (Missão), também advogado de 32 anos oriundo do noroeste paranaense, representa a legenda criada pelo Movimento Brasil Livre e disputa seu primeiro cargo eletivo com João Adolfo como companheiro de chapa. O quadro ainda conta com Maurício Thadeu de Mello e Silva Requião Filho (PDT), filho do ex-senador e ex-governador Roberto Requião, que busca renovar mandato pela terceira vez consecutiva com Michele Caputo como vice. Samuel de Mattos (PSTU), naturalizado de Turvo e ex-carteiro dos Correios, concorre ao governo com experiência prévia em candidaturas municipais e federais, tendo Helena Figueiredo como running mate. Sandro Alex (PSD), deputado federal reeleito para seu quarto mandato, traz à disputa o peso institucional da bancada federal paranaense com Nilson de O liveira como vice. Sergio Moro (PL), ex-ministro da Justiça e figura central da O peração Lava Jato, encabeça a chapa do PL com Edson Vasconcelos como vice. Finalmente, Tayná Miessa (UP), jovem produtora cultural de 30 anos filha de imigrantes japoneses, completa o panorama com Willian Araki como vice.
Antecedentes políticos e institucionais revelam que o Paraná mantém tradição de alternância entre partidos de centro-direita e esquerda moderada, mas a entrada de figuras como Adriano Texeira e Tayná Miessa sinaliza ruptura com padrões tradicionais. A presença do PCO em evidência reflete estratégia de expansão nacional do partido após decisões judiciais que flexibilizaram sua atuação partidária. Já os candidatos ligados ao MBL e ao PL carregam trajetória de protagonismo no cenário federal nos últimos ciclos eleitorais. A Justiça Eleitoral mantém postura técnica na apuração dos pedidos de candidatura, enquanto os partidos smalleries intensificam esforços organizacionais para garantir estruturação mínima exigida por lei.



