Em 11 de abril de 2024, às 18h, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em seu gabinete na sede do STF, com a presença dos advogados do Banco Master, em um encontro que gerou controvérsia por ocorrer em véspera de julgamento sobre indenizações bilionárias ao setor sucroalcooleiro.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A reunião foi confirmada pela fonte jornalística e documentada por relatório técnico da instituição judicial, revelando que o encontro ocorreu em ambiente formal, em observância à prerrogativa prevista no artigo 7º, VIII, da Lei 8.906/1994, que assegura o recebimento de advogados em audiências perante o Judiciário.
O diálogo entre Vorcaro — que acumula crédito em precatórios da União totalizando valores que ultrapassam os R$ 145 bilhões estimados pela AGU para o impacto total das indenizações não pagas ao setor — e Mendes ocorreu em um momento estratégico, antecedendo decisões judiciais que poderiam definir o destino financeiro de empresas como Destilaria Alcídia S/A, Raízen e Jalles Machado.
O impacto da União com as indenizações não pagas ao setor sucroalcooleiro atinge R$ 145 bilhões, segundo estimativa da AGU de 2023.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
A defesa do ministro, por meio de nota oficial divulgada em abril de 2024, afirmou categoricamente que não teve conhecimento de qualquer iniciativa de interlocução com Vorcaro ou seu representante, e que não responde por relações privadas ou profissionais derivadas de vínculos familiares com Chiquinho Feitosa, ex-cunhado dele.
A posição consistente do ministro — tendo votado contra o pagamento dos precatórios em todos os casos analisados na Segunda Turma do STF, incluindo ARE 1327995 (3 de junho de 2025) — reforça a ausência de conflito ético comprovado e evidencia alinhamento com a defesa da ordem constitucional diante de demandas financeiras da União.



