Na quarta-feira (2/9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar da Água Mineral sem Gás da marca Vitoriosa, após laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (CRF/RJ) confirmar contaminação por coliformes totais em amostra de 250 mL, violação direta à exigência legal de potabilidade para águas minerais envasadas.
Contexto Sanitário e Antecedentes da Interdição
A decisão foi fundamentada em teste laboratorial que constatou a presença de coliformes totais em concentração superior ao limite estabelecido pela Resolução RDC nº 12/2018 da Anvisa, que determina ausência total de coliformes em amostras de 250 mL para águas minerais, medida adotada em cumprimento às normas sanitárias federais e às diretrizes do Ministério da Saúde.
A interdição cautelar representa uma etapa preventiva da fiscalização da Anvisa, que visa proteger a saúde pública ao suspender imediatamente o produto enquanto são realizadas análises complementares, com a GEPF Agroindústria Ltda. Ainda não prestando esclarecimentos formais sobre as condições de produção ou controle sanitário adotados.
A Anvisa proibiu o consumo e comercialização da Vitoriosa após detectar coliformes totais em 250 mL, indicando risco imediato à saúde pública.
Repercussão e Desdobramentos Imediatos
A Anvisa reiterou que a medida é temporária e depende exclusivamente da conclusão de investigações técnicas, com possibilidade de reavaliação após a apresentação de novos laudos ou inspeções in loco na unidade produtiva localizada em Engenheiro Paulo de Frontin, RJ.
O episódio se insere no cenário mais amplo de fiscalização sanitária rigorosa, após outras interdições recentes da Anvisa a produtos como cosméticos da Bunny e medicamentos da United Labz, evidenciando um reforço na fiscalização de bens de consumo críticos.



