No âmbito da investigação penal que mira o financiamento irregular de campanha eleitoral, dois cabos eleitorais vinculados ao deputado federal Antonio Carlos Nicoletti (PL), candidato ao Senado Federal por Roraima, foram detidos pela Polícia Militar do Estado de Roraima após apreensão de R$ 30 mil em espécie escondida nas meias dos sapatos de Paulo Roberto Alves Temoteo e Jesus Ribeiro, durante patrulhamento na Avenida Capitão Ene Garcez, em Boa Vista, às 14h do dia 2 de outubro, com o objetivo avilhado de comprar votos por valor unitário aproximado de R$ 300.
Apuração e Contexto das Apurações O ficiais
A operação policial, realizada durante patrulhamento rotineiro na referida avenida boavistense, resultou na abordagem de uma caminhonete suspeita e subsequente revista veicular, na qual foram identificados os dois indivíduos — ambos atuam como auxiliares diretos do parlamentar Nicoletti — e constatada a ocultação de três pacotes contendo cédulas de R$ 100, totalizando R$ 30 mil, escondidos dentro das meias dos calçados dos suspeitos, com dois pacotes de R$ 10 mil sob responsabilidade de Paulo Roberto e um pacote equivalente a R$ 10 mil sob o comando de Jesus Ribeiro, conforme constatação pericial registrada no boletim de ocorrência da PM-RR.
O s depoimentos colhidos no local indicaram que Jesus Ribeiro assumiu ser empregado do deputado há mais de um mês e que os recursos provinham diretamente do núcleo de campanha do candidato Nicoletti, já Paulo Roberto, além de reconhecer seu vínculo com o mesmo parlamentar, informou pertencer também à estrutura de outro candidato da região, configurando possível envolvimento em esquema coordenado de compra de sufrágios eleitorais com respaldo financeiro anômalo.
O total de R$ 30 mil apreendido corresponde a uma operação planejada para comprar votos por R$ 300 cada, evidenciando esquema estruturado de corrupção eleitoral.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Superintendência da Polícia Federal foi imediatamente acionada pela PM-RR para assumir o comando das investigações acerca do caso, visando apurar a origem dos recursos e eventuais beneficiários finais envolvidos no esquema de compra de votos por meio da transferência ilegal de recursos financeiros para eleitores em pleno período eleitoral.
As autoridades eleitorais e os órgãos competentes já sinalizaram a necessidade de análise rigorosa do caso sob a ótica da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições) e do Código Penal, com possibilidade concreta de aplicação de sanções que incluem prisão preventiva, perda do mandato em caso de condenação e multas que podem superar o montante apurado.



