A curva de juros futuros registrou recuo moderado no pregão de quinta‑feira (27), com a taxa do DI para janeiro de 2027 caindo de 13,668% para 13,630%, atingindo mínima intradiária, enquanto o Tesouro Nacional divulgou superávit primário de R$ 10,783 bilhões em julho e a XP Investimentos revisou a projeção da Selic para o fim de 2026 de 14% para 13,25%.
Contexto Institucional e Análise Técnica da Curva de Juros
Profissionais de renda fixa atribuem a queda das taxas ao leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que demonstrou demanda firme e à combinação de fatores domésticos – aceitação integral do mercado, desinflação observada no IPCA‑15 e retorno moderado do fluxo estrangeiro à Bolsa – que temperaram os efeitos do ambiente externo.
Além do ajuste da véspera, o DI para 2029 recuou para 14,075% e o de 2031 oscilou entre 14,360% e 14,348%, indicando que a desestruturação da curva foi limitada à parte mais curta dos vencimentos, sinalizando alívio da política monetária sem depender exclusivamente de fatores técnicos da sessão.
A taxa do DI para janeiro de 2027 atingiu mínima intradiária de 13,630%, refletindo o recuo mais forte desde o início da sessão.
Repercussão Econômica e Projeções Futuras
O Tesouro Nacional reportou superávit primário de R$ 10,783 bilhões em julho, abaixo da mediana das projeções da Broadcast (R$ 11,1 bilhões), enquanto a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou queda da taxa de desemprego para 5,3% nos três meses terminados em julho.
A XP Investimentos reduziu a previsão da Selic para o fim de 2026 para 13,25% devido à desaceleração do PIB e à desinflação antecipada, indicando que os agentes econômicos já percebem o enfraquecimento das pressões inflacionárias.



