Troika Marketing, especializada em comunicação política progressista, relata que sede foi encontrada revirada, com ovos, dejetos e salas molhadas; diretor atribui ataque à intolerância política
A agência de comunicação Troika Marketing, com sede em Belém, denunciou ter sido alvo de invasão e vandalismo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). Segundo a empresa, funcionários encontraram o espaço revirado, com ovos arremessados, salas molhadas e dejetos deixados dentro do imóvel. A situação foi denunciada pelo diretor-geral da agência, Patrick Paraense, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.
A Troika é especializada em comunicação voltada ao campo progressista. De acordo com Patrick, parte da equipe encontrou os danos ao retornar ao trabalho, após as comemorações do resultado das eleições presidenciais.
“Nós, depois de comemorar bastante a vitória do presidente Lula, a vitória do povo brasileiro, tiramos uma folga e íamos retornar hoje após o almoço. E, pra nossa surpresa, parte da equipe quando chegou aqui encontrou o nosso espaço revirado e encontrou o nosso espaço depredado, salas que foram molhadas, coisas foram reviradas, ovos que foram jogados na agência”, relatou.
Em nota de repúdio, a empresa afirmou que o imóvel foi invadido e vandalizado. A agência atribuiu o episódio à intolerância política e associou o ataque ao bolsonarismo. Até o momento, porém, não foram apresentadas informações que permitam identificar os responsáveis ou confirmar a motivação do ocorrido.
“A sede da Troika foi invadida e vandalizada após as eleições. Ovos foram atirados contra o local, salas foram molhadas, o espaço foi revirado e dejetos foram deixados dentro da agência. Repudiamos esse ataque, que expressa a intolerância e a violência política que combatemos no bolsonarismo”, diz um trecho da nota.
No vídeo, Patrick afirmou que a agência pretende procurar as autoridades policiais e adotar medidas para responsabilizar os envolvidos.
“Nós vamos procurar a polícia, nós vamos procurar os nossos direitos, mas vocês não nos derrotaram nas urnas e não vão nos derrotar aqui”, declarou.
O diretor também afirmou que o episódio não impedirá a continuidade das atividades da empresa. “Eu tenho muito orgulho de fazer o que eu faço, eu tenho muito orgulho do trabalho que a Troika faz, do que a nossa equipe faz, e vocês não nos derrotaram e nunca vão nos calar”, disse.
Na nota, a agência reforçou que continuará atuando na comunicação política e nas causas sociais que defende.
O Estado do Pará Online (EPOL) solicitou nota para polícia civil e aguarda posicionamento.



