No Tribunal do Júri de Jataí, no sudoeste goiano, Diego Fonseca Borges foi sentenciado a 19 anos de reclusão pelo homicídio qualificado da namorada Ielly Gabriele Alves, de 23 anos, cuja morte, ocorrida em novembro de 2023, completou quase três anos de impunidade após o crime ter sido registrado em vídeo que evidenciou a execução deliberada por parte do próprio agressor.
Contexto Institucional e Histórico do Caso
A apuração conduzida pela Polícia Civil de Goiás e pelo Ministério Público de Goiás revelou um histórico reiterado de violência doméstica por parte do acusado, que já respondia a processos por ameaças e agressões contra ex-parceiras, consolidando o caráter de feminicídio na tipificação legal do delito.
O julgamento, inicialmente interrompido após a saída da defesa do plenário, foi reaberto em agosto de 2026 com a convocação de novo júri, culminando na condenação do réu com base em provas audiovisuais que comprovavam a execução por parte do próprio agressor.
O homicídio qualificado resultou em 19 anos de prisão para o autor, que tentou omitir o crime alegando disparos vindos de motociclistas.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuramente
A decisão reforça a seriedade com que o ordenamento jurídico trata o feminicídio, especialmente em casos que evidenciam violência prévia e ameaças sistemáticas às vítimas, conforme destacado pelo delegado responsável pela investigação.
Com a condenação em primeira instância definitiva, Diego permanece sob custódia efetiva enquanto aguarda eventual trâmite processual para eventual revisão ou cumprimento da pena.



