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Polícia

MPRJ exige condenação dos seis acusados de falsos negativos no caso de transplantes com HIV

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 59 min
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MPRJ exige condenação dos seis acusados de falsos negativos no caso de transplantes com HIV
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou pedido de condenação dos seis sócios e funcionários do laboratório PCS Lab Saleme por emitir laudos falsos negativos que liberaram órgãos de doadores com HIV para transplante
  • A instrução criminal foi encerrada em 22 de junho de 2026, às 18h17, em audiência conduzida pelo juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves na 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu
  • O juiz indeferiu o pedido de adiamento formulado pelas defesas de Cleber de Oliveira e Jacqueline Iris, que alegavam dificuldade de acesso a documentos na nuvem, afirmando que os arquivos estavam disponíveis há pelo menos dois meses
Resumo Editorial

O MP RJ busca condenar os seis envolvidos no PCS Lab Saleme por emitir laudos falsos negativos que liberaram órgãos HIV-positivos para transplante, contaminando seis pacientes e causando duas mortes.

O Ministério Público do Rio de Janeiro formalizou pedido de condenação contra os seis sócios e funcionários do laboratório PCS Lab Saleme, acusados de emitir laudos falsos negativos que liberaram órgãos de doadores com HIV para transplante, em alegações finais apresentadas à 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, onde a instrução criminal foi encerrada em 22 de junho de 2026 às 18h17.

Contexto Institucional e Histórico da Apuração

A Promotoria de Justiça junto à 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu apurou a responsabilidade dos réus — Ivanilson Fernandes, Walter Vieira, Matheus Sales, Adriana Vargas, Cleber de O liveira e Jacqueline Iris — na emissão de laudos sorológicos que, ao declararem negatividade para HIV, autorizaram a utilização de órgãos contaminados em transplantes realizados entre outubro e novembro de 2024 na Baixada Fluminense, processo que resultou na contaminação de seis pacientes, dois dos quais evoluíram para óbito.

O caso emergiu após divulgação inicial pela BandNews FM em outubro de 2024, quando a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) instaurou sindicância e interditou o laboratório PCS Lab Saleme, enquanto a Polícia Civil abriu inquérito pela Delegacia do Consumidor (Decon), e o Ministério Público denunciou os envolvidos por lesão corporal gravíssima, associação criminosa e falsidade ideológica em outubro de 2024.

Ponto de Destaque

Seis pacientes infectados pelo HIV após transplante com órgãos liberados por laudos falsos negativos emitidos pelo laboratório PCS Lab Saleme.

Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos

O juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves indeferiu pedidos de adiamento formulados pelas defesas de Cleber de O liveira e Jacqueline Iris, que alegavam dificuldade de acesso a documentos em nuvem, ao constatar que os arquivos estavam disponíveis há pelo menos dois meses, destacando que a arguição de nulidade por falta de acesso às provas não prospera nos termos dos artigos 563 e 565 do Código de Processo Penal.

As manifestações oficiais reforçam a gravidade do delito: o MPRJ já requereu prisão preventiva dos acusados e aguarda sentença que consolidará responsabilidades penais, enquanto o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mantém o processo na fase conclusória após a apresentação das alegações finais pelas partes.

Atenção / Ponto Crítico
A sentença judicial, já concluída em junho de 2026, pode culminar em condenação com prisão efetiva e inabilitação profissional para os envolvidos no esquema fraudulento.

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