Na manhã de quinta-feira (17/9), a Polícia Federal realizou buscas e apreensões em cinco endereços localizados nos estados de São Paulo e Mato Grosso, com o objetivo de investigar um esquema de desvio de aproximadamente R$ 40 milhões do Conselho Federal de O dontologia (CFO) para a empresa Solstic Capital, Investimentos e Participações Ltda., vinculada ao empresário falecido Flávio Batel, conforme confirmado por documentos oficiais e relatórios da corporação.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A O peração Arena, coordenada pela 12ª Vara da Justiça Federal Criminal do Distrito Federal, resultou na apreensão de uma caixa de papelão contendo cerca de R$ 300 mil em espécie e uma sacola de lixo durante as diligências, evidências que corroboram os indícios de movimentação irregular dos recursos do CFO, conforme relatado em relatório técnico da instituição.
Investigações coordenadas pela Polícia Federal apontam que o desvio envolveu repasses ilícitos a uma empresa sem autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com movimentações financeiras atípicas, como transferências entre pessoas relacionadas e remessas internacionais, o que reforça a suspeita de estrutura de lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
Mais de R$ 8 milhões em comissão teriam sido lucrados por Carlos Alberto Kubota em um esquema que movimentou cerca de R$ 100 milhões entre 2021 e 2022.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens de investigados, incluindo ex-dirigentes do CFO e empresários, com base em mandados de busca e apreensão cumpridos nos últimos dias, sinalizando a gravidade da suspeita de desvio e enriquecimento ilícito.
As autoridades seguem com apurações aprofundadas sobre a participação direta dos agentes públicos e os mecanismos utilizados para dissimular os recursos, com possibilidade de abertura de processos por crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e fraude previdenciária.



