O mercado financeiro mantém expectativas sobre a política fiscal do governo recém-eleito, especialmente em relação à escolha do novo ministro da Fazenda, à reforma tributária e a medidas concretas para controlar o aumento da dívida pública. Segundo a Arko Advice, nenhum anúncio deve ocorrer nos próximos dias, pois o presidente Lula (PT) só deve definir esses temas ao retornar da viagem à Ásia para participar da COP 31 e da Cúpula da Asean, deixando declarações sobre equipe ministerial e mudanças orçamentárias para a segunda quinzena de novembro.
Enquanto isso, o Planalto pressiona pela aprovação da Medida Provisória sobre o Imposto Seletivo, editada na última semana, pois a reforma tributária entra em vigor em 1º de janeiro do próximo ano e extingue o IPI. Caso a MP não seja aprovada, o governo ficará sem arrecadação dessa alíquota durante janeiro, já que o Imposto Seletivo começa a valer apenas em 2 de fevereiro. No Senado, a CBS está em discussão com alíquota referência de 11,3% encaminhada pelo TCU, gerando reações do setor empresarial e parlamentares; a CAE fará audiências públicas em novembro para aprovar o tema até meados de dezembro, com tendência de aprovação com alíquota menor. Outro ponto de expectativa é o fim da escala 6x1, alvo de ADI no STF relatada pelo ministro Flávio Dino, que convocou audiência de conciliação para a próxima semana e sinalizou que não deve declarar inconstitucionalidade nem adiar a entrada em vigor, buscando ajustes por acordo coletivo entre sindicatos e empresas.
