A partir de 25 de setembro, um pesquisador de segurança cibernética da NorForge identificou um hacker de língua chinesa que empregou agentes de inteligência artificial para conduzir mais de 1.200 tentativas de invasão a sites pertencentes a mais de 100 empresas, incluindo Deere, SharkNinja e Cummins, com custo estimado em US$ 5.000 em tokens.
Contexto Institucional e Metodologia da Apuração
O pesquisador Snorre Fagerland, principal analista de ameaças da NorForge, constatou que o criminoso terceirizou praticamente todas as atividades invasivas para agentes autônomos de IA, permitindo que softwares como DeepSeek e Claude Code executassem varreduras prolongadas e tentativas de exploração sem intervenção humana direta.
A investigação seguiu-se à análise de instâncias expostas do Cairn, plataforma de código aberto amplamente utilizada por cibercriminosos, das quais cerca de duas dúzias foram identificadas como vetores para a campaign entre 2 e 24 de outubro, segundo relatório técnico submetido à Reuters.
Mais de 1.200 tentativas de invasão foram registradas com custo estimado em US$ 5.000 em tokens, equivalente a aproximadamente US$ 50 por ataque bem-sucedido.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
Deere informou que adotou medidas corretivas imediatas e que não houve indícios de acesso não autorizado a dados sensíveis; SharkNinja declarou que o ataque atingiu apenas um site de suporte ao produto, já contido; a Cummins encontra-se investigando alegações referentes a um fornecedor terceirizado envolvido no incidente.
Especialistas apontam que o caso evidencia a necessidade urgente de atualização das políticas de segurança digital frente ao avanço das ferramentas autônomas de IA, com risco crescente de escala e autossuficiência dos ataques sem supervisão humana.



