O preço da cerveja não deve subir em 2027, mesmo com a entrada em vigor do imposto seletivo, conhecido como "imposto do pecado", previsto na reforma tributária. A medida provisória que regulamenta o tributo garante que não haverá aumento da carga tributária para o setor no primeiro ano de vigência.
O imposto seletivo passará a incidir sobre bebidas alcoólicas e açucaradas em fevereiro de 2027, com alíquota de 4,2% para as cervejas. Para compensar, o governo concederá descontos em outros impostos federais, principalmente no CBS, antigo Pis/Cofins, mantendo a carga total estável.
O arranjo resultou de um acordo entre o Ministério da Fazenda e os setores envolvidos e deverá ser aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo o Palácio do Planalto, a expectativa é que os preços sejam mantidos ao consumidor em 2027.
A partir de 2028, o cenário ainda é incerto. O governo deve enviar novos projetos ao Congresso até maio do próximo ano para discutir como será estruturado o imposto seletivo daquele ano em diante, o que pode gerar um eventual aumento no preço da cerveja.
O Sindicerv afirmou esperar continuar o diálogo com o Ministério da Fazenda para garantir "uma menor pressão inflacionária". A entidade ressaltou que a cerveja no Brasil já está sujeita a uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e manifestou expectativa de que essa situação não se agrave ainda mais a partir de 2028.



