Em 24 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo O cidental no estado, um em Ribeirão Preto e outro em São José do Rio Preto, marcando o início da circulação endêmica do vírus no território paulista, onde a transmissão ainda era considerada inexistente.
Apuração Epidemiológica e Caracterização dos Casos
O s pacientes, uma mulher de 34 anos residente em Ribeirão Preto e uma adolescente de 18 anos de São José do Rio Preto, foram submetidos a exames laboratoriais pelo Instituto Adolfo Lutz que confirmaram a infecção pelo flavivírus West Nile, com o primeiro caso apresentando quadro clínico autolimitado após recuperação e o segundo encontrando-se internado em tratamento intensivo.
As investigações preliminares apontam para provável aquisição do vírus em regiões de mata amazônica frequentadas pelos pacientes, com a Secretaria coordenando esforços para mapear vetores e identificar fontes de contágio por meio de monitoramento entomológico e rastreamento de animais silvestres.
A confirmação dos dois primeiros casos humanos no estado de São Paulo representa a primeira ocorrência documentada da febre do Nilo O cidental na região
Repercussão Institucional e Medidas Preventivas
A SES-SP acionou protocolos emergenciais para intensificar campanhas de educação ambiental e controle de vetores, orientando a população a evitar acúmulo de água parada e a adotar medidas de prevenção no combate ao pernilongo transmissor.
Autoridades sanitárias ressaltam que, embora o risco de surto seja moderado, a vigilância epidemiológica deve permanecer ativa durante o período crepuscular de maior atividade mosquiteira.


