Na manhã de sexta-feira (4), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou operação que culminou na prisão de três policiais civis suspeitos de integrar esquema de cobrança de propina contra comerciantes dos setores de sucata, ferro-velho, reciclagem e depósito de resíduos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Investigação e Desdobramentos da O peração do MPRJ
A denúncia formalizada aponta cobranças indevidas no montante total de R$ 320 mil, distribuídas entre duas empresas atuantes na cadeia produtiva da sucata e na regularização ambiental, com valores iniciais de R$ 300 mil e R$ 20 mil, pagos sob ameaça de paralisação técnica ou fiscal.
O s procedimentos policiais, coordenados pela Delegacia de Polícia Civil de São Gonçalo, contam com evidências documentais e testemunhais colhidos ao longo de meses, o que possibilitou a caracterização do crime qualificado como estelionato qualificado e corrupção ativa no âmbito do ordenamento estadual.
Três policiais civis foram presos em ação coordenada pelo MPRJ contra esquema de cobrança de propina que atingiu comerciantes do setor sucateiro em São Gonçalo
Repercussão Institucional e Desafios para a Fiscalização Ambiental
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro comunicou que as investigações serão ampliadas para apurar possível conexão com atos ilícitos em âmbito estadual e federal, bem como eventuais beneficiários políticos ou empresariais por trás do esquema.
As autoridades ambientais e fiscais já acionaram mecanismos de cooperação interinstitucional para reforçar o controle das atividades econômicas irregulares no município, em especial aquelas vinculadas ao tráfico de entulho e descarte inadequado de resíduos.



