A discussão sobre a mudança do sistema proporcional para o voto distrital misto está em andamento na Câmara dos Deputados e pode alterar o perfil dos parlamentares eleitos em São Paulo e em outros estados. Apesar da mudança, os paulistas não perderiam cadeiras na Câmara dos Deputados, uma vez que a divisão é baseada na população de cada estado; atualmente, São Paulo é representado por 70 parlamentares.
Pelo modelo proposto, metade da Câmara seria eleita por votos majoritários e a outra metade pelo sistema proporcional vigente. Para São Paulo, isso significaria 35 vagas divididas entre distritos e 35 destinadas às listas fechadas dos partidos, onde o eleitor vota apenas na legenda. Ainda não há um texto de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentado, e será necessário definir o desenho dos mapas distritais, podendo ficar a cargo da Justiça Eleitoral ou da Assembleia Legislativa.
O advogado eleitoralista Paulo Mello ressalta que partidos menores podem enfrentar dificuldades para conseguir cadeiras, afetando a pluralidade partidária no Congresso. Ele também aponta que o novo sistema pode levar os eleitores a escolher candidatos com mais experiência na atuação pública, já que os distritos terão um deputado responsável por apoiar prefeitos e destinar emendas aos municípios locais.



