A O peração Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), resultou na prisão preventiva de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, e Levi dos Santos O liveira, ex-presidente da SPTrans, sob suspeita de participação em esquema de corrupção envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) na gestão do transporte público municipal.
Contexto e Estrutura da Apuração da O peração Vectura Corrupta
A investigação que culminou na prisão dos dois ex-gestores foi deflagrada a partir de interceptações telefônicas anexadas ao inquérito policial, nas quais conversas entre José Daniel Satilite, identificado como operador e intermediário do PCC, e o advogado Cícero José dos Santos Filho revelaram estratégias para envolver autoridades locais no esquema de influência sobre a concessionária UPBus, cupons do contrato com a prefeitura de São Paulo que havia sido suspenso após apuração da O peração Fim de Linha em abril de 2024.
Antecedentes indicam que Milton Leite, embora não conste entre os contatos diretos de Satilite, foi apontado pela investigação como o 'verdadeiro dono' da empresa Transwolff, responsável pela operação de transporte alternativo no município, e que reuniões entre Leite e O liveira ocorreram durante o período em que o primeiro assumiu interinamente a prefeitura da capital após a renúncia de Bruno Covas.
O cerne da denúncia reside na suposta tentativa do PCC de garantir benefícios ao sistema de transporte municipal por meio da mediação política de Leite e da negociação com O liveira para viabilizar a substituição da UPBus por empresas vinculadas ao grupo criminoso.
A O peração Vectura Corrupta identificou esquema de corrupção que envolvia R$ 45 milhões em contratos do transporte público municipal em São Paulo.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Prefeitura de São Paulo justificou as intervenções na Transwolff e na UPBus como medidas preventivas para preservar o interesse público no sistema de mobilidade urbana, destacando que as ações ocorreram sem solicitação judicial e visavam evitar prejuízos à população.
A Câmara Municipal informou estar acompanhando os desdobramentos investigativos em parceria com os órgãos competentes e aguarda as conclusões formais para posicionamento definitivo sobre os envolvidos.



