No Tribunal do Júri do Recanto das Emas, o ex-deputado distrital Adão Xavier foi formalmente condenado a 14 anos e três meses de prisão em regime fechado por mandar executar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, em março de 2004, fato que culminou com o pagamento de R$ 15 mil à executória do crime, enquanto o magistrado Valter André de Lima Bueno Araújo suspendeu sua prisão até o dia subsequente ao pleito eleitoral de 2026, sob fundamento de preservação de seu status de candidato em disputa pela Câmara Legislativa.
Contexto Histórico e Estrutura Processual do Caso
O Tribunal do Júri, órgão colegiado da Justiça criminal no Distrito Federal, analisou com rigor técnico e deliberação coletiva a denúncia formalizada pela acusação, que comprovou a participação direta de Adão Xavier na contratação do crime mediante transferência bancária de valor pecuniário significativo, conforme laudo pericial e testemunhal reunido ao longo de duas décadas de investigação.
Adão Xavier, ex-autor da Lei nº 893/1995 que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal, exerceu três mandatos consecutivos como deputado distrital entre 1994 e 2002 pelo PPB e PSD, tendo sido o primeiro parlamentar cassado por condenação criminal definitiva após perder o mandato em razão de sentença judicial transitada em julgado.
Adão Xavier foi sentenciado a 14 anos e três meses por mandar matar um adolescente em 2004 após pagar R$ 15 mil para a execução.
Repercussão Política e Desdobramentos Pós-condenação
A decisão judicial, proferida pelo juiz Valter André de Lima Bueno Araújo, suspendeu a eficácia do mandado de prisão até o término da campanha eleitoral de 2026, concedendo ao réu direito processual que assegura a continuidade de sua candidatura pela Democracia Cristã sem obstáculos imediatos à elegibilidade.
A repercussão institucional foi imediata: órgãos como a Secretaria de Segurança Pública e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal reforçaram a necessidade de cumprimento integral da pena após as eleições, enquanto movimentos sociais e familiares da vítima exigem transparência na aplicação da justiça.



