Na madrugada de quarta-feira (9), Priscilane Morais de O liveira, de 32 anos, foi detida em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob suspeita de praticar feminicídio contra a própria mãe, Delza Maria Alves Costa, 77 anos, após arremessar-lhe múltiplos golpes com um martelo na residência localizada em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Contexto Histórico e Social da Violência Doméstica
A apuração conduzida pela Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSG) revelou que a suspeita agiu após encontrar a vítima em situação de convívio próximo com o companheiro Bruno Luiz do Amaral da Silva, contra quem havia mantido relacionamento por nove anos; segundo laudo pericial preliminar, Priscilane desferiu pelo menos sete impactos na cabeça da idosa com um objeto contundente, o que configura o agravante legal previsto no artigo 121 do Código Penal devido à idade avançada da vítima.
A trajetória da suspeita já constava de histórico de violência contra a própria mãe, com relatos policiais apontando para ameaças reiteradas de morte e episódios anteriores de agressão física, o que culminou na conversão imediata do flagrante em prisão preventiva mediante decisão judicial fundamentada em risco concreto à integridade da vítima e à reincidência probatória.
Priscilane Morais de O liveira confessou o feminicídio de sua mãe, Delza Maria Alves Costa, em Itaboraí, após desferir múltiplos golpes com um martelo.
Repercussão Jurídica e Medidas Preventivas
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ) formalizou denúncia contra Priscilane por feminicídio qualificado, pleiteando a aplicação da pena máxima prevista em lei — 20 a 30 anos de reclusão — em razão da circunstância agravante da idade da vítima e do contexto de violência doméstica.
A Justiça concedeu prisão preventiva sem prejuízo da instrução criminal; o caso segue sob rigoroso sigilo para preservação da instrução e garante ao Estado o direito de priorizar a proteção integral das vítimas de violência familiar.
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