Durante agenda em Curitiba, com data de 25 de agosto de 2025, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu com veemência a proposta de privatização do BNDES e da Petrobras formulada pelo candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), sob o argumento de que tais medidas representam uma ideia ultrapassada e desprovida de fundamento técnico.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A reportagem apura que, durante audiência pública realizada na manhã de 25 de agosto no auditório da FIESP, Mercadante classificou a iniciativa de Zema como 'ideia velha, que não deu certo', destacando a importância estratégica de instituições estatais como o BNDES, mantido como pilar do desenvolvimento econômico nacional desde sua criação em 1971.
O presidente do BNDES reforçou que o Brasil detém um dos maiores portfólios de bancos públicos do mundo, totalizando 555 instituições financeiras estatais em âmbito global, sendo 118 localizadas nas Américas, onde operam o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial, além do KfW alemão, parceiro técnico do BNDES no financiamento de transporte coletivo em Curitiba.
O BNDES registrou lucro líquido de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2025, representando crescimento de 25% em relação ao mesmo período do exercício anterior.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Em resposta às alegações do candidato do Novo, o Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União ainda não se posicionaram publicamente sobre a viabilidade jurídica da privatização proposta, enquanto parlamentares da base aliada ao governo manifestaram apoio à manutenção do modelo estatal como garantia de soberania econômica.
Mercadante concluiu defendendo que projetos estruturais de longo prazo — como a transição energética e o desenvolvimento urbano com horizonte de 30 anos — dependem invariavelmente da atuação de bancos públicos, afirmando que 'sem um Estado forte e regulado, o mercado não consegue articular investimentos sociais com segurança jurídica'.



