Na quarta-feira, 30 de setembro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com Yaniv Hayoun, um passageiro de 50 anos, que auxiliou na imobilização do copiloto responsável por um ataque físico ao comandante de um voo da Flydubai, que transportava 174 passageiros com destino a Israel e iniciou-se após cerca de duas horas e meia de voo a partir dos Emirados Árabes Unidos.
Contexto Histórico e Apuração do Incidente Aéreo
O episódio ocorreu durante o voo que saiu do aeroporto de Dubai e seguiu para Tel Aviv, quando o copiloto, identificado como Smit Machchhar, um indiano de origem paquistanesa, agrediu fisicamente o comandante cerca de 2h30 após a decolagem, efetuando múltiplos ataques com facão e tentando assumir o controle da aeronave.
Apesar da descida abrupta de 4.200 metros em apenas 30 segundos — movimento que colocou em risco a integridade da aeronave e dos ocupantes —, os envolvidos conseguiram estabilizar a situação antes do pouso no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde o copiloto foi imediatamente detido pelas autoridades locais em conjunto com agentes israelenses enviados para o local.
A aeronave perdeu mais de quatro mil metros de altitude em menos de meia-minuto durante o ataque do copiloto ao comandante
Repercussão Político-Diplomática e Investigações em Curso
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou Hayoun como 'um verdadeiro herói' e destacou que o ato reflete a resiliência do povo israelense diante de ameaças externas, reforçando a narrativa de combate ao terrorismo em âmbito nacional.
As autoridades israelenses e sauditas iniciaram investigações coordenadas para apurar se o incidente configurou tentativa de sequestro ou ação terrorista coordenada, enquanto o copiloto permanece sob custódia saudita sob acusação formal de violência contra tripulação e risco à segurança aérea.



