Na quarta-feira (23/9), a 9ª Delegacia de Polícia (Catete) efetuou a prisão em flagrante de três integrantes de uma quadrilha especializada em aplicar golpes com cartões falsos a passageiros de táxi na Zona Sul do Rio de Janeiro, apreendendo 85 cartões bancários, 10 máquinas de pagamento e cinco placas veiculares, num operação coordenada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) que desvendou um esquema que vinha se articulando desde meados de setembro.
Investigação Criminal e Desarticulação do Esquema
A ação policial, realizada após denúncia inicial de uma vítima que percebeu a troca do cartão durante o pagamento e constatou a retenção do plástico original, contou com apoio do setor de inteligência da PCERJ e análise de imagens de câmeras de segurança, permitindo rastrear o veículo suspeito – um táxi sem identificação de cooperativa – que circulava com quatro placas diferentes em apenas oito dias, evidenciando a dinâmica de rotação de identificadores para dificultar o rastreamento.
O s criminosos, provenientes de São Paulo, tinham como modus operandi induzir idosos e outros passageiros a utilizarem máquinas de cartão adulteradas que simulavam falhas técnicas, enquanto um aplicativo instalado em um celular captava a senha digitada; após o suposto erro no terminal, o motorista recusava pagamentos em dinheiro ou Pix e obrigava o uso do cartão, facilitando a aplicação imediata dos valores roubados por meio de compras ou saques.
Diante da constatação de que o grupo mantinha estrutura organizada e utilizava deslocamento entre São Paulo e Rio de Janeiro para operar, os investigadores identificaram também um imóvel temporariamente alugado no Santo Cristo, onde foram presos mais dois integrantes, além da recuperação de um objeto furtado e da ligação entre o cartão retido na terça-feira (22/9) – pertencente a outra vítima – e as novas apreensões, confirmando a continuidade do esquema.
Foram apreendidos 85 cartões bancários, 10 máquinas de cartão e cinco placas veiculares durante operação da 9ª DP na Zona Sul do Rio.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A PCERJ informou que a investigação segue em andamento para identificar todos os membros da quadrilha, localizar eventuais novas vítimas e apurar eventuais conexões com outras redes criminosas que operam em escala nacional, especialmente aquelas já investigadas pela Polícia Federal em contratos públicos superiores a R$ 17 milhões em 31 cidades.
As autoridades ressaltam que os envolvidos respondem por crimes contra o patrimônio e fraude sistemática, com penas que podem chegar a décadas de reclusão, enquanto o Ministério da Justiça pode acionar mecanismos federais de cooperação intermunicipal para ampliar o alcance das apurações.



