Na quinta-feira (10/9), a Polícia Federal deflagrou uma operação coordenada para investigar o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Brasília e São Paulo, sob autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Apuração da O peração de Financiamento e Alvos Investigados
A ação da PF, coordenada pela Subchefia de Investigação Criminal (SIC), resultou na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos em endereços residenciais e comerciais vinculados à produtora Jarina Gama e ao parlamentar Mario Frias, ambos alvos principais da investigação que visa mapear a origem dos recursos utilizados na produção cinematográfica.
O ministro Flávio Dino, ao autorizar o procedimento, destacou a necessidade de preservar a isonomia do processo de financiamento cultural e evitar o uso de verbas públicas ou recursos não declarados para fins políticos, reforçando o caráter institucional da apuração conduzida pela Procuradoria-Geral da República.
A operação alcançou R$ 28 milhões em movimentações financeiras identificadas como oriundas de fontes não declaradas para a produção do filme.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Secretaria Especial da Cultura confirmaram que o inquérito está sob análise conjunta com o Ministério Público Federal, que deve indicar eventual tipificação de crime contra a ordem econômica ou lavagem de recursos, conforme previsto no Código Penal.
Especialistas em direito administrativo apontam que, caso comprovado o desvio de recursos, o filme pode ser retirado de circulação e os envolvidos responderem por responsabilização cível e criminal, com possibilidade de congelamento de bens e sanções previstas na Lei nº 12.813/2013.



