A estudante Elisa Viana, da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), desenvolveu um protótipo de iogurte de açaí sem adição de açúcar, com xilitol como adoçante natural, no âmbito do laboratório da disciplina de Tecnologia em Alimentos, onde o projeto já se encontra na fase avançada de validação para consumo humano, atendendo a uma demanda crescente por opções saudáveis no contexto regional.
Contexto Institucional e Científico da Pesquisa
Elisa Viana, aluna do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), idealizou o produto em conjunto com o professor João Antônio Pessoa, coordenador da disciplina de Tecnologia em Alimentos, cujo desafio proposto em sala de aula exigia a criação de um novo alimento a partir de uma matéria-prima regional, resultando na formulação de um iogurte derivado do açaí com xilitol — adoçante natural extraído de fibras vegetais — para atender ao perfil nutricional exigido por pessoas com diabetes.
O projeto encontra respaldo na trajetória institucional da Ueap, que incentiva a transição de pesquisas acadêmicas em soluções produtivas e já apoiou a formalização de empresas derivadas de iniciativas similares, consolidando-se como polo de inovação em biotecnologia alimentar no Norte do Brasil.
O iogurte de açaí sem adição de açúcar, desenvolvido pela Ueap, utiliza xilitol como adoçante natural e já passou por testes que confirmam sua segurança para consumo humano.
Repercussão Técnica e Estratégica do Projeto
Segundo João Antônio Pessoa, a viabilidade técnica do produto foi confirmada em estágios laboratoriais, mas a escalabilidade para o mercado exige investimento para avançar nas etapas finais de certificação sanitária e validade sensorial, demandando parcerias com atores do setor privado para viabilizar produção industrial e distribuição em larga escala.
A iniciativa reforça o papel estratégico das universidades públicas na geração de conhecimento aplicável ao desenvolvimento econômico regional, especialmente em estados com alto índice de incidência de doenças crônicas como o diabetes, onde o acesso a opções alimentares seguras ainda é limitado.



