Pesquisadores da University of East Anglia, no Reino Unido, divulgaram na segunda‑feira (7/9) o achado de que o fármaco anticancerígeno CADD522, ao ser administrado em ratos modificados para reproduzir alterações hormonais pós‑menopausa, trouxe ganho de densidade óssea e redução de gordura corporal e dos depósitos de gordura na medula óssea, abrindo perspectivas para novas terapias menos invasivas para mulheres na menopausa.
Contexto Científico e Metodologia do Investigação
O s pesquisadores da University of East Anglia conduziram o estudo sobre o CADD522 em ratos geneticamente modificados que simulam as alterações hormonais típicas da menopausa, mantendo-os por oito semanas sob regime alimentar idêntico ao do grupo controle. A droga, originalmente desenvolvida para inibir uma proteína envolvida na progressão e metástase de múltiplos tipos de câncer, demonstrou estimular o crescimento ósseo, contrariando o processo de degradação óssea observado em pacientes com osteoporose pós‑menopáusica.
O experimento revelou, ainda, que a administração do CADD522 reduziu significativamente a massa gordurosa total das animais e diminuiu os acúmulos de gordura na medula óssea, região intimamente ligada à perda de densidade óssea durante a transição hormonal. Análises do tecido cerebral indicaram reversão de alterações metabólicas relacionadas à menopausa nos ácidos graxos, sugerindo efeitos sistêmicos além do foco ósseo.
O tratamento com CADD522 gerou diminuição de 30 % na gordura da medula óssea e aumento de 18 % na densidade óssea em ratos submetidos à simulação hormonal da menopausa.
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Repercussão Médica e Perspectivas Futuras.
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As declarações do pesquisador Darrell Green, citadas em comunicado à imprensa, ressaltam que os resultados ainda são preliminares, mas apontam para a possibilidade de futuros ensaios clínicos em humanos que possam validar o CADD522 como opção terapêutica com perfil de segurança superior ao das terapias hormonais tradicionais. O autor destaca que os medicamentos atuais apresentam efeitos colaterais significativos e esquemas de dosagem inadequados para uso prolongado., O s pesquisadores apontam que a etapa seguinte consiste em conduzir estudos fase I/II em humanos para avaliar a segurança, dosagem ótima e eficácia clínica do fármaco no manejo da osteoporose e das alterações metabólicas associadas à menopausa, com potencial expansão para outras comorbidades relacionadas à saúde feminina.



