Na quarta-feira (2/9), o senador Cleitinho (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou em entrevista ao que as terras raras representam o maior ativo do estado e defendeu a adoção de investimentos estratégicos em tecnologia e pesquisa para expandir sua produção local, consolidando a agenda de desenvolvimento econômico com foco em valor agregado e geração de empregos.
Contexto Estratégico e Investimentos na Cadeia de Terras Raras
A apuração revelou que Cleitinho destacou a importância de preservar a exploração mineral dentro de Minas Gerais, defendendo que a produção deve evoluir para uma cadeia com maior valor agregado, conforme delineado em seu plano de governo no eixo de economia e geração de emprego. O senador citou a necessidade de direcionar recursos para pesquisa nas universidades do estado, alinhando-se ao objetivo de transformar os depósitos de terras raras — como os do Projeto Caldeira, da Meteoric Resources, com investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão, e o Projeto Colossus, da Viridis Mining & Minerals — em motores de desenvolvimento tecnológico e industrial.
Além dos projetos já estruturados, iniciativas como as associadas ao complexo alcalino em Araxá encontram-se em fase de licenciamento ambiental, enquanto a prospecção e lavra seguem como pilares da estratégia atual, com foco na exportação do concentrado misto, já que as etapas avançadas de separação e fabricação de ímãs permanentes ocorrem fora do país.
As terras raras respondem por 17 elementos químicos críticos para tecnologias como ímãs de alta potência, baterias e turbinas eólicas, sendo consideradas o maior ativo estratégico de Minas Gerais.
Repercussão Política e Desafios na Estratégia Estatal
A declaração do senador gerou eco nas esferas políticas e econômicas, reforçando o debate sobre soberania tecnológica e uso estratégico dos recursos naturais. Autoridades da Secretaria de Estado de Minas Gerais e representantes do setor produtivo reiteram apoio à proposta de valorização local, enquanto especialistas apontam desafios na logística, regulatória e na formação técnica necessária para viabilizar a cadeia completa dentro do estado.
Especialistas ressaltam que, embora os investimentos em mineração sejam relevantes — como os da Meteoric Resources e da Viridis Mining —, a efetivação da estratégia depende da coordenação entre poderes públicos, universidades e empresas, além de superação de obstáculos ambientais e sociais associados à expansão minerária.



