A Polícia Federal identificou o ex-jogador Pedro Tonon Geromel como beneficiário de repasse de R$ 1 milhão realizado pela Metalsur Comercial de Aços Eireli, empresa investigada por integrar esquema de comercialização e exportação de cassiterita oriunda de garimpo ilegal na Indígena Yanomami, totalizando movimentações superiores a US$ 48 milhões (cerca de R$ 246 milhões) conforme o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf.
Investigação Criminal e Dinâmica de Recursos Ilícitos
A O peração Disco de O uro II, coordenada pela PF e vinculada à Divisão de Investigação Criminal (DIC), revelou que o repasse ao ex-atleta, embora aparentemente isolado, fazia parte de uma rede complexa de lavagem de ativos envolvendo empresas fachada, contas de terceiros e o uso sistemático do dólar-cabo para dissimular a origem ilícita da cassiterita extraída ilegalmente da Indígena Yanomami.
O s documentos obtidos pela corporação indicam que a Metalsur Comercial de Aços Eireli, sob gestão de pessoas ligadas a Diego Possebon — apontado como líder da organização criminosa —, utilizava a empresa como mecanismo de internalização de recursos estrangeiros, convertendo-os em reais para, posteriormente, distribuí-los a beneficiários sem vínculo comprovado com o setor metalúrgico, entre eles Geromel, o cantor Alexandre Pires e diversas produtoras de eventos.
Mais de R$ 246 milhões foram movimentados por meio do esquema de venda ilegal de cassiterita extraída da Indígena Yanomami.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A PF formalizou pedido ao Judiciário Federal para o sequestro e arresto de bens e valores no limite de R$ 1 milhão correspondentes ao repasse identificado a Geromel, com base em análise do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf, reforçando a tese de que o recurso integrava fluxo suspeito dentro do esquema investigado.
As investigações seguem em fase avançada de apuração documental e financeira, com novas diligências realizadas em 23/9 para identificar uso de documentos falsos na cadeia logística da exportação mineral, enquanto o Ministério Público Federal deve decidir sobre eventual denúncia criminal com base nas evidências coletadas até o momento.



