Na quarta-feira (30/9), durante discussão de trânsito na Avenida Walter Thaumaturgo, no centro de Taubaté, o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de O liveira, 28 anos, efetuou cinco tiros com uma pistola calibre.380 contra Bruno Hashimura San Juliano, 23, estudante de medicina, matando-o ao instante.
Apuração Forense e Contextualização do Caso
O inquérito policial, coordenado pelo delegado Bruno Tambosi da 1ª Divisão Policial de Taubaté, apurou que o suspeito teria descido de seu veículo e dirigido-se à lateral do carro da vítima, aproximando-se antes de iniciar os disparos, contrariando a tese de legítima defesa apresentada pela defesa.
Conforme laudo pericial preliminar e laudo do Instituto Médico Legal, o bombeiro apresenta lesão no cotovelo direito compatível com o uso de força física para arrebentar o vidro do automóvel da vítima, corroborando versão que não se restringe exclusivamente ao alegado assalto.
O laudo pericial confirmou lesão no cotovelo do bombeiro, evidenciando ação prévia de violência física antes dos disparos fatais.
Desdobramentos Jurídicos e Repercussões Institucionais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo, interpôs recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo pleiteando a manutenção da prisão preventiva, argumentando que as medidas cautelares atualmente impostas – comparecimento quinzenal ao juízo, recolhimento domiciliar noturno nos fins de semana e proibição de sair da comarca por mais de 15 dias sem autorização – são manifestamente insuficientes para garantir a ordem pública e a instrução criminal completa.
A defesa do réu, representada pelo advogado Claudio Rodrigues Moreira, mantém a alegação de legítima defesa, destacando que o agente teria interpretado erradamente a presença de um objeto metálico nas mãos da vítima como arma de fogo, embora perícias ainda não tenham confirmado a existência de arma no veículo ou em seu poder.



