Quatro homens foram condenados pela morte de Paula Chaiane Perin Portes (foto em destaque), de 18 anos, em Soledade, no norte do Rio Grande do Sul. A decisão do Tribunal do Júri foi anunciada na noite dessa sexta-feira (23/10), após quatro dias de julgamento na Câmara de Vereadores do município. As penas somam 60 anos e quatro meses de prisão, e o juiz determinou o cumprimento imediato das condenações, em regime inicial fechado.
Dionatan Portella da Silva recebeu a maior pena, de 21 anos de reclusão, sendo 19 anos pelo homicídio e dois pela ocultação de cadáver. Micael Willian Rossi Ortiz foi condenado a 20 anos. Gesriel da Cunha Wedy recebeu pena de dez anos, enquanto João Albino Abegg dos Santos foi condenado a nove anos e quatro meses.
Dois dos condenados já estavam presos antes do julgamento. Os outros dois foram detidos no plenário após a leitura da sentença. A decisão pode ser contestada por meio de recurso.
Os quatro homens foram julgados por homicídio qualificado, com agravantes relacionadas à asfixia, à dissimulação e ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Dionatan também respondeu pela ocultação do cadáver.
Vítima presenciou agressão
Julgamento durou quatro dias
Durante as sessões, foram ouvidas testemunhas e realizados os interrogatórios dos acusados. Os quatro negaram envolvimento no crime. As defesas questionaram as provas reunidas na investigação e sustentaram a inocência dos réus.
O julgamento foi encerrado na sexta-feira, quando o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade dos quatro homens. Ao anunciar a sentença, o juiz José Pedro Guimarães determinou a execução imediata das penas.
O caso teve uma longa tramitação judicial e enfrentou adiamentos anteriores, incluindo a suspensão de uma sessão prevista para abril de 2026, após decisão do Superior Tribunal de Justiça relacionada a questões processuais.
Mais de seis anos depois da morte de Paula, o julgamento terminou com a condenação dos quatro acusados, embora a defesa ainda possa recorrer da decisão.



