Em abril de 2024, a Polícia Federal identificou, no celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma fotografia em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece ao lado do banqueiro em Londres, durante evento jurídico público, onde este último ostenta um charuto e está posicionado diante de uma mesa com copos de uísque.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A descoberta da imagem foi revelada após a análise de conteúdo do dispositivo pessoal de Vorcaro, realizado pela Diretoria de Tecnologia da Informação da Polícia Federal como parte das investigações em curso sobre supostos desvios financeiros no âmbito do Banco Master, conforme informou o jornal O em 19 de junho de 2025; a fotografia, encaminhada por seu ex-defensor Ciro Soares em 2025, mostra Gonet ao lado do empresário e foi obtida em Londres, onde ambos participaram de atividades institucionais no mesmo período.
O s registros telefônicos citados nos relatórios da PF entre o PGR e Vorcaro datam de 15 de março de 2025 e envolveram apenas breve saudação motivada por encaminhamento do advogado Ciro Soares, sem vínculo com condutas ilícitas ou atuação profissional do procurador, conforme explicou Paulo Gonet em manifestação ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.
O banco Master movimenta mais de R$ 30 bilhões em ativos, segundo dados do Banco Central divulgados em 2024.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O procurador-geral da República negou categoricamente qualquer relação próxima com Vorcaro, afirmando que os contatos telefônicos registrados ocorreram sob solicitação do advogado Ciro Soares e sem relação com atividades investigadas pela Polícia Federal, destacando que seu único encontro presencial com o banqueiro teve lugar em abril de 2024 durante evento público em Londres.
A defesa de Vorcaro requer agendamento de audiência com o ministro Alexandre de Moraes para impugnar decisões judiciais relacionadas à sua suposta participação em esquema investigado pela PF, enquanto o ex-parceiro do banqueiro transferiu R$ 5 milhões ao Instituto Mendonça Filho, instituição ligada à ex-ministra Damares Alves.



