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Economia

CNI pede ao STF que fim da escala 6x1 não valha para contratos antigos

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 19:06
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CNI pede ao STF que fim da escala 6x1 não valha para contratos antigos
Fatos Rápidos da Notícia
  • CNI entrou com ação no STF para impedir aplicação retroativa das novas regras de jornada
  • Entidade pede suspensão dos prazos de redução da jornada por pelo menos um ano
  • Nova regra acaba com escala 6x1 e reduz jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial
Resumo Editorial

A Confederação Nacional da Indústria entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para impedir a aplicação das novas regras de jornada de trabalho a acordos firmados antes da emenda constitucional, alegando quebra de segurança jurídica e aumento de custos para o setor industrial.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (4) para impedir que as novas regras sobre o fim da escala 6x1 sejam aplicadas a contratos firmados antes da promulgação da emenda constitucional, em outubro.

Na ação, argumenta que a aplicação das mudanças a contratos em vigor viola a segurança jurídica e desconsidera condições negociadas previamente entre empresas e trabalhadores.

O texto promulgado pelo Congresso acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A mudança é gradual: a partir de 16 de dezembro, o limite cai para 42 horas semanais, e os trabalhadores passam a ter direito a dois dias de descanso remunerado. O teto de 40 horas entra em vigor em dezembro de 2027.

A CNI defende que os contratos celebrados antes da mudança, inclusive os temporários e por prazo determinado, sejam preservados até o encerramento. A entidade também questiona a perda de validade, em apenas dois meses, dos acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras.

"A aplicação compulsória das novas jornadas sobre contratos pactuados sob a vigência anterior da Constituição desconfigura a reciprocidade original e majora o valor da hora trabalhada à revelia das partes contraentes", afirmou o diretor Jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.

A confederação contesta ainda as restrições à negociação de jornadas diferenciadas, sobretudo em setores que dependem de funcionamento contínuo, como siderurgia, mineração e petroquímica.

Na ação, a CNI estima que a redução para 40 horas semanais, sem corte salarial, elevará em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, o equivalente a R$ 88 bilhões adicionais.

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