Na tarde de sábado (17), o prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), acionou autoridades nacionais e internacionais por meio das redes sociais, denunciando o estado crítico da qualidade do ar na capital amazonense em decorrência da fumaça causada por queimadas no interior do Estado. Entre 7h e 8h do mesmo dia, o índice de poluição atmosférica atingiu 693 pontos na escala da IQAir, classificado como 'perigoso', enquanto a concentração de partículas finas (PM2,5) registrou 401,4 µg/m³ às 6h30, níveis que configuram grave risco à saúde pública e justificam apelos urgentes por intervenção governamental.
Contexto Institucional e Desdobramentos da Crise Ambiental
A apuração jornalística constatou que os focos de incêndio registrados entre os primeiros 17 dias de outubro – segundo o Painel do Fogo do Censipam, órgão vinculado ao Ministério da Defesa – somaram 1.892 ocorrências no Amazonas, evidenciando a amplitude do desmatamento e das queimadas ilegais praticadas em municípios da região Leste e Metropolitana, além de áreas de outros Estados. A Defesa Civil local classificou a qualidade do ar como 'péssima' no sábado em questão, corroborando dados técnicos que revelam a periculosidade extrema dos níveis de PM2,5, superando em dez vezes o limite recomendado pela O rganização Mundial da Saúde para exposição contínua.
Antecedentes indicam que a crise sanitária já se manifestava antes da data apurada: dados da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) apontaram aumento de 10,5% nos atendimentos por doenças respiratórias entre agosto e setembro, sinalizando uma tendência de sobrecarga no sistema de saúde municipal. Diante desse quadro, a Prefeitura de Manaus reforçou o chamado para que gestores federais e internacionais atuem com urgência, sob pena de agravamento das condições de vida da população exposta à atmosfera tóxica.
O índice de qualidade do ar em Manaus atingiu 693 pontos – o maior nível registrado na história recente da cidade –, configurando risco máximo à saúde com concentração de partículas finas (PM2,5) que chegaram a 401,4 µg/m³ às 6h30.
Repercussão Sanitária e Desafios na Coordenação Governamental
A Prefeitura Municipal manteve o alerta para a população vulnerável – crianças, idosos e gestantes – recomendando repouso domiciliar e hidratação como medidas preventivas imediatas. Paralelamente, as atividades escolares na rede municipal foram suspensas durante todo o período em que a qualidade do ar permaneceu em níveis críticos, medida adotada para mitigar impactos na saúde respiratória.
O Ibama comunicou a suspensão dos voos das aeronaves empregadas no combate aos incêndios no Amazonas devido à falta de visibilidade causada pela fumaça, gerando lentidão nas ações emergenciais e expondo a inadequação das estratégias atuais de gestão ambiental. Diante disso, especialistas apontam que a necessidade de investimentos em sistemas integrados de monitoramento e políticas eficazes para conter desmatamento ilegal se tornou urgente para evitar novas crises semelhantes.
A prefeitura mantém vigilância constante sobre focos incendiários e orienta a população a denunciar irregularidades à O uvidoria do Ministério Público ou à Guarda Municipal até novo aviso oficial.


