A Polícia Federal requer do ministro André Mendonça, relator da ação no STF, a concessão de sessenta dias adicionais para finalização do inquérito que apura irregularidades na aquisição de títulos do Banco Master pelo BRB, enquanto mantém sob investigação a participação de altos dirigentes da instituição brasiliense.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
A Polícia Federal protocolou pedido formal ao ministro André Mendonça, relator designado pelo Supremo Tribunal Federal para analisar o caso, pleiteando o acréscimo de dois meses ao prazo inicialmente fixado para conclusão do inquérito que apura a suposta participação de diretores do BRB na compra irregular de títulos do Banco Master, operação que envolveu movimentações financeiras superiores a R$ 3 bilhões e levantou questionamentos sobre possível desvio de recursos e falhas nos protocolos de due diligence.
Nos últimos meses, a PF identificou indícios de que executivos da Diretoria Colegiada do BRB aprovariam operações de investimento com o Master sem a devida observância de normas de controle interno, o que configura potencial crime contra a administração pública e o sistema financeiro, conforme apuração conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Crimes Financeiros da corporação.
O inquérito sobre o BRB pode ser estendido por até 60 dias para garantir apuração completa dos desvios na compra de títulos do Master.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A defesa técnica do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, já ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva com base em alegações de cerceamento de defesa e ausência de provas concretas, enquanto o Ministério Público Federal mantém posição contrária, argumentando que o risco à ordem pública permanece evidente.
Com a postergação do depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, previsto originalmente para 20 de junho após solicitação da defesa, a PF ainda não definiu nova data para a oitiva, mantendo o inquérito em estado de expectativa processual.



