Em um gesto estratégico de política social e cálculo orçamentário, o governo federal anunciou, nesta quinta‑feira (17/9), o reajuste de R$ 91 no Bolsa Família, elevando o valor base do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir da próxima folha, paga em 19 de outubro.
Contexto Institucional e O rçamentário da Revisão do Benefício
A revisão do valor do Bolsa Família foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e O rçamento, que explicou que o ajuste reflete a necessidade de corrigir os benefícios conforme a inflação acumulada de 15,04% entre março de 2023 e agosto de 2026, conforme indicado pelo ministro Bruno Moretti.
Nos últimos meses, a proposta orçamentária para 2027 havia sido enviada ao Congresso sem previsão de reajuste, mantendo o piso em R$ 600 por família, enquanto a Lei O rgânica da Fazenda exigia adequação anual; com o calendário eleitoral aproximando-se do primeiro turno da eleição, o Executivo optou por remanejar recursos previdenciários para viabilizar o aumento sem violar a lei eleitoral que impede alterações reais nos benefícios durante a campanha.
O reajuste eleva o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, beneficiando aproximadamente 13 milhões de famílias com um acréscimo médio de R$ 100.
Repercussão Política e Desdobramentos O rçamentários
O ministro Bruno Moretti asseverou que há margem fiscal suficiente para absorver o impacto orçamentário estimado em R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22 bilhões no exercício seguinte, garantindo que a medida não compromete outras prioridades do governo.
A decisão foi recebida com críticas por parte dos líderes do Partido Liberal, que consideraram o ajuste uma manobra política, enquanto o PT destacou a necessidade de preservar a compra do poder aquisitivo das famílias em um cenário de intensificação da disputa eleitoral.



