No âmbito de uma ofensiva judicial coordenada por vários estados dos EUA, o CEO do YouTube, Neal Mohan, rejeitou a proposta de adesão ao acordo de 18 bilhões de dólares firmado pela Meta para resolver alegações de segurança infantil, afirmando que a plataforma já dispõe de mecanismos consolidados para proteger menores.
Contexto Institucional e Decisão Executiva
A decisão foi tomada durante reunião com jornalistas no evento Made on YouTube, realizado na quarta-feira, onde Mohan reiterou que o YouTube investe há tempo em práticas de segurança direcionadas ao público jovem, destacando recursos como o controle parental para Shorts e a colaboração com especialistas externos em proteção infantil.
O acordo de 18 bilhões de dólares da Meta, firmado em meados do ano em meio a um julgamento estadual que a acusa de projetar plataformas viciantes prejudiciais à saúde mental de menores, prevê mudanças como limites de tempo e remoção da métrica de curtidas para adolescentes, além da supervisão independente.
O acordo de 18 bilhões de dólares representa a maior indenização já pactuada no setor tecnológico para resolver alegações de danos à saúde mental de jovens.
Repercussão Legal e Desafios O peracionais
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, declarou que os estados estão preparados para levar o YouTube e o TikTok aos tribunais caso as plataformas recusem adaptar seus protocolos às exigências do acordo.
Mohan destacou que o YouTube segue em frente com iniciativas próprias, como o uso de inteligência artificial para moderação proativa e parcerias com órgãos reguladores internacionais, reforçando sua postura de autonomia operacional.
Especialistas apontam que a recusa do YouTube pode desencadear novas ações judiciais estaduais e federalmente coordenadas, ampliando a pressão sobre gigantes digitais a adotarem padrões uniformes de proteção infantil.



