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Polícia

Salão no DF onde professora recebeu injeção não tinha alvará e nem CNPJ: entenda os detalhes da apuração

PorFelipe MachadoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 18:12
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Salão no DF onde professora recebeu injeção não tinha alvará e nem CNPJ: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • A professora Lidiane Gomes de Souza Alves, 50 anos, faleceu após sofrer choque anafilático em 5 de setembro, após receber uma injeção de complexo vitamínico para tratamento de queda de cabelo em um salão de beleza em Ceilândia, DF
  • O salão onde a professora recebeu o tratamento não possui alvará sanitário, não tem registro de CNPJ, não está autorizado a realizar atividades de saúde ou estética e opera de forma clandestina sem inspeções fiscais prévias
  • A 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) investiga a morte da professora para identificar a substância responsável pelo choque anafilático, e materiais como seringas e frascos com produtos químicos foram apreendidos pela Polícia Civil do Distrito Federal
Resumo Editorial

A morte de Lidiane Alves, provocada por choque anafilático em injeção irregular, revela falha crítica na fiscalização do setor estético no DF.

Em 5 de setembro, a professora Lidiane Gomes de Souza Alves, 50 anos, faleceu após sofrer choque anafilático imediato após receber uma injeção de complexo vitamínico para tratamento de queda de cabelo em um salão de beleza localizado em Ceilândia, Distrito Federal, onde não foi identificada qualquer autorização sanitária ou comercial para a realização de procedimentos da saúde, configurando atividade ilícita e clandestina que coloca em risco a integridade física dos usuários.

Contexto Institucional e Irregularidades O peracionais do Local

A investigação da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) apurou que o estabelecimento em questão, que carecia de alvará sanitário, registro de CNPJ e autorização formal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), operava sem fiscalização prévia e sem cadastro formal, configurando atividade exercida de forma irregular e sem respaldo legal no âmbito da saúde estética.

Segundo laudo preliminar das autoridades, o salão onde Lidiane recebeu a injeção não possuía qualquer registro profissional ou licença técnica, tampouco comprovação de inspeção sanitária, evidenciando desrespeito às normas sanitárias vigentes e expondo o público ao uso inadequado de substâncias químicas sem controle adequado.

Ponto de Destaque

A morte da professora Lidiane Gomes de Souza Alves, ocorrida após reação anafilática a uma injeção estética realizada em local sem autorização sanitária no Distrito Federal, expõe grave falha regulatória no setor de saúde da pele.

Repercussão Legal e Desafios na Fiscalização do Setor

A 23ª DP continua as investigações para identificar a substância responsável pelo choque anafilático que matou Lidiane, com apreensão de seringas, frascos contendo produtos químicos e caixas com múltiplas soluções que deveriam estar sob controle regulatório.

O Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBM-3) reforçou que a aplicação de injetáveis por profissionais não habilitados caracteriza infração grave, e a dona do salão, que não possui registro no Conselho, está sujeita a processo administrativo e possível responsabilização criminal por homicídio culposo.

Atenção / Ponto Crítico
A aplicação irregular de substâncias em procedimentos estéticos sem supervisão técnica pode acarretar sanções penais rigorosas, incluindo prisão e multa administrativa

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