As contas do governo central, que incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026. O resultado foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29/10) no Relatório do Tesouro Nacional (RTN). No mesmo mês de 2025, havia sido registrado um déficit de R$ 14,4 bilhões em valores não corrigidos pela inflação.
Entre janeiro e setembro deste ano, o governo central acumulou déficit de R$ 90,1 bilhões, ante R$ 100,2 bilhões no mesmo período de 2025. Em setembro, a receita líquida cresceu 13,6% em termos reais frente ao ano anterior, enquanto a despesa total subiu 2,4%. O aumento da receita total no mês foi explicado pelo desempenho das receitas administradas pela Receita Federal.
O resultado parcial do ano reflete superávit de R$ 213,8 bilhões do Tesouro e déficits do Banco Central (R$ 771 milhões) e da Previdência Social (R$ 303,2 bilhões). No acumulado de 12 meses até setembro, o resultado primário foi deficitário em R$ 49,5 bilhões, equivalente a 0,38% do PIB. A meta fiscal para este ano é um superávit de 0,25% do PIB (R$ 34 bilhões), com tolerância que considera cumprido o objetivo se o saldo for igual a zero ou houver superávit de até R$ 68 bilhões.



