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Polícia

PM confessa feminicídio de ex na audiência, pede desculpas à família

PorAlfredo HenriqueVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 19:48
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PM confessa feminicídio de ex na audiência, pede desculpas à família
Fatos Rápidos da Notícia
  • Policial militar Leonardo Alencar admitiu ter atirado e matado a ex-companheira Gabriela Martins de Almeida, de 32 anos, na manhã de quarta-feira (30/9), em Jaú, no interior paulista
  • A vítima foi atingida juntamente com uma amiga; esta sobreviveu, foi levada à Santa Casa de Jaú e submetida a cirurgia
  • Leonardo Alencar foi preso em flagrante e, durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (1º/10) por videoconferência no Presídio Militar Romão Gomes, o Ministério Público de São Paulo solicitou a conversão do flagrante em prisão preventiva
Resumo Editorial

O policial militar, já preso em flagrante, converteu-se em réu ao admitir homicídio e lesão à ex-parceira e sua amiga em Jaú, após violar medida protetiva vigente e gerar debate sobre falhas na proteção às vítimas.

Na manhã de quarta-feira, 30 de setembro, o policial militar Leonardo Alencar admitiu ter disparado contra a ex-companheira Gabriela Martins de Almeida, de 32 anos, e sua amiga Angélica, no interior paulista de Jaú, após aproximar o veículo onde as vítimas seguiam em conversa; a primeira fatalidade resultou em morte imediata, enquanto a segunda sobreviveu, sendo encaminhada à Santa Casa de Jaú para emergência cirúrgica.

Contexto Policial e Histórico da Investigação

A apuração da Polícia Civil confirmou que Leonardo Alencar conduzia o veículo envolvido no crime na Avenida Lauro Fraschetti, onde emparelhou-o com o carro das vítimas antes de efetuar os disparos, em clara violação à medida protetiva vigente desde fevereiro deste ano, que já havia sido descumprida por Gabriela no dia anterior ao homicídio, conforme registros da Delegacia de Jaú.

O caso, que mobiliza o Ministério Público de São Paulo e a Justiça Estadual, ocorre em um contexto de crescente violência doméstica na região e evidencia falhas na fiscalização de medidas protetivas, com o suspeito tendo sido preso em flagrante e submetido a audiência de custódia via videoconferência no Presídio Militar Romão Gomes.

Ponto de Destaque

Leonardo Alencar admitiu o crime e declarou estar 'arrependido da situação', após matar Gabriela Martins de Almeida e ferir sua amiga em Jaú.

Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos

O Ministério Público de São Paulo requereu a conversão do flagrante em prisão preventiva durante a audiência realizada na quinta-feira (1º/10), sob argumento de risco à ordem pública e obstáculo à instrução criminal, enquanto a defesa do policial permanece indisponível para manifestação.

A expectativa é que o caso gere revisão rigorosa das políticas de proteção à mulher em situações de ameaça, com ênfase na efetividade das medidas judiciais e na responsabilização institucional diante do descumprimento sistemático de ordens judiciais.

Atenção / Ponto Crítico
O pedido de prisão preventiva do Ministério Público deve ser analisado com urgência pela Justiça, sob pena de fragilização dos mecanismos de proteção às vítimas.

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