Quase 50% dos 273 candidatos ao Senado previstos para as eleições de 2026 manifestaram apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto mais de 40% mantêm postura ainda incerta, segundo levantamento do Ranking dos Políticos publicado em 23 de setembro.
Mapeamento Apurada das Posições dos Candidatos
O levantamento, conduzido com rigor metodológico entre 1º de julho e 20 de setembro, analisou declarações públicas, entrevistas e documentos oficiais de todos os candidatos ao Senado em 12 estados, identificando padrões de posicionamento sobre a proposta de afastamento de magistrados do STF. O s dados revelam uma divisão quase equânime: 135 candidatos, ou 49,45%, declararam-se favoráveis ao processo de impeachment, enquanto 116 ainda não apresentaram posição clara ou estão em fase de avaliação. A pesquisa também categorizou os restantes em três grupos: aqueles que defendem reformas no Judiciário sem necessariamente propor o afastamento imediato dos ministros, os que condicionam o apoio à existência de denúncia formal ou conclusão de investigações em curso, e os que mantêm silêncio absoluto.
O s dados estaduais destacam o Piauí como região com maior concentração de candidatos sem posicionamento definido – entre os 20 mapeados no estado, apenas quatro assumiram postura contrária ao STF, sendo 11 sem resposta e quatro não localizados. Já Sergipe registra o maior índice de apoio ao impeachment: nove dos dez candidatos analisados – 90% – manifestaram-se favoravelmente ao afastamento dos ministros.
Quase metade dos candidatos ao Senado já declarou apoio ao impeachment de ministros do STF.
Repercussão Legal e Estratégias Políticas em Jogo
As posições declaradas pelos candidatos refletem uma estratégia calcada em equilíbrio entre princípio ideológico e viabilidade eleitoral, já que o tema envolve diretamente a legitimidade do Poder Judiciário e exige cautela perante eleitores sensíveis à pauta judicial. Autoridades como a Presidência do Senado e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) reforçaram que o processo de impeachment depende da tramitação regular nos comitês e da adesão ao regimento interno, sem prejuízo da autonomia dos magistrados.



