Em publicação realizada na rede Truth Social na manhã de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs ao público uma enquete destinada a substituir o termo "Inteligência Artificial" por alternativas como "Inteligência Superior", "Inteligência Extrema" ou "Inteligência Suprema", com a votação registrando mais de 43 mil participantes em aproximadamente cinco horas.
Contexto e Regras da Consultoria Popular
A consulta foi inserida no perfil pessoal do mandatário, que argumentou que o nome atual da tecnologia é impreciso e pouco expressivo em termos de representação do fenômeno em questão, defendendo que as propostas sugeridas buscariam oferecer uma descrição mais elegante e acurada. A enquete, formulada com a pergunta "Qual o melhor nome para essa 'Revolução' crescente?", seguiu o formato típico das consultas diretas no Truth Social, plataforma de propriedade do próprio Trump, permitindo que ele obtivesse uma resposta direta do eleitorado sobre uma mudança que não possui respaldo jurídico ou institucional no âmbito federal.
As sugestões apresentadas pelo presidente foram divulgadas como parte de um esforço mais amplo para redefinir a narrativa em torno da inteligência artificial, em paralelo à declaração de que pretende instituir uma Força de IA, divisão especializada em operações espaciais, anúncio este feito no mesmo dia e sem detalhamento técnico acerca das competências ou estrutura organizacional da nova unidade.
A enquete recebeu mais de 43 mil votos em apenas cinco horas, demonstrando forte engajamento popular em torno da proposta de renomear a inteligência artificial.
Repercussão e Desdobramentos Institucionais
A Casa Branca e órgãos federais ainda não se manifestaram oficialmente sobre a validade ou implicações da iniciativa, que se configura como uma ação unilateral do presidente sem respaldo em legislação ou decreto formal, gerando debate sobre os limites do poder executivo em matérias tecnológicas e institucionais.
Especialistas em direito administrativo e tecnologia alertam que a mudança proposta não altera a denominação legal da tecnologia nem cria obrigações para empresas privadas, sendo, portanto, um movimento simbólico que pode servir como indicador de prioridades políticas ou estratégias de comunicação do governo em âmbito internacional.



