O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou que os Estados Unidos permanecem como rivais ou oponentes de Moscou, rejeitando a interpretação de que a suspensão temporária das sanções econômicas sobre o petróleo e gás russos, anunciada por Donald Trump em 16 de outubro, sinalize uma mudança estratégica na relação bilateral. O chanceler destacou que a medida foi motivada por conveniência doméstica americana, não por abertura política, e criticou a pressão tarifária empreendida pelo governo norte-americano sobre nações da América Latina e da África, que, segundo ele, utilizam barreiras econômicas para impor seus interesses geopolíticos.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A suspensão da Graham Act, norma sancionada em setembro de 2025 que previa tarifas de até 100% sobre importações de petróleo e gás russos e 500% sobre mercadorias russas, foi decretada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump sob a justificativa de proteger os interesses nacionais norte-americanos diante dos impactos econômicos internos decorrentes da volatilidade nos mercados de energia. A medida foi tomada após intensas negociações comerciais em que Trump anunciou um acordo para o fornecimento de combustível russo à América, levantando dúvidas sobre a real intenção por trás da flexão diplomática. Lavrov avaliou o gesto como uma manobra tática vinculada à busca por estabilidade doméstica no contexto político interno dos EUA, reiterando que Moscou não espera qualquer reconciliação significativa com Washington.
A suspensão das sanções previstas na Graham Act — que poderiam chegar a 500% sobre mercadorias russas — ocorreu após anúncio de Trump sobre compra de combustível russo e foi analisada pela Rússia como medida de conveniência interna dos EUA.



