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Polícia

Ex-presidente do BRB indicaria imóveis de R$ 146,5 milhões como propina indireta à PF

PorIsadora TeixeiraVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
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Ex-presidente do BRB indicaria imóveis de R$ 146,5 milhões como propina indireta à PF
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal em 15 de outubro, afirmando que os imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões seriam usados como propina para Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.
  • A operação imobiliária foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025 e resultou na prisão do ex-presidente do BRB em abril de 2026.
  • A defesa do Banco Master alegou que não houve fraude de R$ 12 bilhões porque o negócio originado na Tirreno não foi concluído.
Resumo Editorial

O ex-presidente do BRB e Paulo Henrique Costa são acusados de usar R$ 146,5 milhões em imóveis como propina indireta, configurando esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-executivo.

Em depoimento à Polícia Federal em 15 de outubro, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelou que imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões, vinculados à venda de carteiras de crédito deterioradas ao BRB, seriam utilizados como propina para Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília, configurando esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-executivo em abril de 2026.

Contexto Institucional e Evidências da Apuração

A investigação da Polícia Federal, conduzida no inquérito sobre a venda de carteiras de crédito podres ao BRB, trouxe à luz um esquema de propina estruturado por meio de bens imobiliários localizados em São Paulo e no Distrito Federal, com valores totalizando R$ 146,5 milhões, segundo laudo pericial anexado ao inquérito. A apuração revelou que os empreendimentos — entre eles a Casa Lafer, no Itaim Bibi; o Projeto do Valle dos Ipês, no DF; e o Edifício Ennius Muniz, no Noroeste de Brasília — eram transferidos por intermédio de empresas pantalla para ocultar a origem dos recursos e dificultar a identificação dos beneficiários reais.

O s registros bancários e as mensagens trocadas entre Vorcaro e Costa indicam que os imóveis teriam sido negociados com a intenção de garantir favores institucionais ao BRB, em troca de vantagens financeiras indevidas. A operação foi interrompida pelo Banco Central em setembro de 2025, após suspeitas de movimentação irregular e ausência de justificativa técnica para a aquisição dos bens por entes ligados ao grupo empresarial do Banco Master.

A defesa do Banco Master sustenta que não houve fraude porque o negócio 'originado na Tirreno' não foi concluído, alegando ausência de efetiva transferência de ativos e questionando a cronologia dos fatos. No entanto, os elementos colhidos pela PF apontam para um plano estruturado, com viabilidade técnica já esboçada e viabilidade econômica avaliada por peritos independentes.

A crise financeira sem precedentes vivida pelo BRB — que busca um empréstimo bilionário para evitar colapso — coloca em xeque a legitimidade das negociações e reforça a necessidade de apuração rigorosa sobre possíveis desvios praticados por agentes públicos e privados.

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